07/11/09

«Tria Fata»






O destino era representado na Grécia antiga pelas Moiras, três deusas nascidas da noite no princípio do tempo ou ainda fruto da união de Zeus e de Témis a deusa da Justiça e que, como deusas do destino e da fatalidade, presidem aos três momentos fulcrais da vida humana: o nascimento, o matrimónio e a morte.
Estas três irmãs fiandeiras que desde o ínicio dos tempos regulam a vida dos homens são representadas como velhas solteironas ou donzelas virgens:

Cloto tecia o fio da vida dos homens desde o nascimento e a sua roca a girar simboliza o curso da existência;
Láquesis enrolava o fio estabelecendo a qualidade de vida que cabia a cada um;
Átropo cortava-o quando a vida que representava chegava ao fim.•

Os Romanos chamaram-lhes Parcas ou Tria Fata e, com os nomes latinos de Nona, Décima e Morta, personificavam a inevitabilidade do destino - o poder que regula a sorte de todos os homens, do nascimento à morte.

29/10/09

The Sailor by Fernando Pessoa


"Importa tão pouco o que dizemos ou não dizemos...
Velamos as horas que passam... O nosso mister é inútil como a vida..."

Fernando Pessoa, 'O Marinheiro'

19/10/09

12/10/09

"The Sailor" by Fernando Pessoa

25/09/09

O Marinheiro


Estreia 3 a 11 de Outubro 2009 | Teatro Helena Sá Costa, 21.30h
'The Sailor' by Fernando Pessoa | 3-11 October, Porto Portugal

08/09/09

O Marinheiro de Fernando Pessoa


Dando continuidade a um trabalho de pesquisa centrado na procura de novas formas e sentidos para o Teatro na vida urbana contemporânea e a um projecto que tem privilegiado a investigação meta-teatral, os espaços não teatrais e as formas monologadas, o Teatro Plástico apresenta “O Marinheiro” de Fernando Pessoa.

Escrita/datada de 11 e 12 de Outubro de 1913 e nunca representada em vida do autor, O Marinheiro foi a primeira obra que Fernando Pessoa publicou na Orpheu, a mítica revista do movimento modernista português. Antecipando o “drama em gente” dos heterónimos, foi com O Marinheiro e na persona de dramaturgo que o maior poeta do século XX escolheu apresentar-se perante a vanguarda do seu tempo.

Ao condensar todas as obsessões Pessoanas O Marinheiro representa uma das mais fascinantes e menos exploradas máscaras da torrencial produção do autor e apesar de ser um dos mais importantes e belos textos da história do teatro e literatura portuguesas, raramente é representado. Esta obra que na teatralidade da obra heterónima ocupa um lugar único foi, de entre mais de vinte projectos teatrais, o único texto dramático que Fernando Pessoa completou e editou em vida e acompanhou-o ao longo da sua singular e breve existência, adaptando-o até perto da morte.

Este drama estático - teatro do êxtase, corresponde na babel Pessoana à primeira fase da sua obra e à ligação aos simbolistas e ao movimento saudosista português. Inspirado manifestamente em Maeterlinck cumpre as principais coordenadas estéticas do mentor do movimento mas propõe-se, nas palavras de Pessoa, “fazer muito melhor”.

Numa dimensão para além do espaço e tempo três mulheres velam um corpo e contam-se histórias, uma história: a de um marinheiro que, náufrago numa ilha deserta, constrói para si uma realidade ficcional mais poderosa e real do que a realidade. Presas nas teias da ficção, suspensas entre passado e futuro nessa vida maior do que a vida que é a Arte, estes espectros cujas vozes se sucedem e encadeiam como numa missa coral vão tecendo um longo mantra onírico e hipnótico e construindo um rigoroso poema visual.

Na sua recusa de todas as regras básicas teatrais (acção, conflito, personagens) O marinheiro é uma obra limite e provocatória e, como verdadeira vanguarda, permanece actual. A sua complexidade e jogo de espelhos meta-teatral e o modo como subverte e condensa as regras teatrais e poéticas, permanece um fascinante desafio para qualquer criador contemporâneo.


Direcção Artística Francisco Alves | Interpretação Andrea Moisés,
Margarida Bento, Mónica Garnel, Cátia Esteves, Inês Cerqueira, Susana Otero | Movimento Joclécio Azevedo | Luz Mário Bessa | Som José Prata | Imagem Inês d’Orey | Design Tiago Morgado |Produção Teatro Plástico

Estreia 3 a 11 de Outubro 2009 | Teatro Helena Sá Costa - Rua da Escola Normal,39 Porto | Terça a Domingo 21.30h | Para maiores de 16 anos | Descontos para Estudantes, Jovens e Grupos +10 pessoas | Inf/Reservas 225 189 982/3 - 968 940 982

19/05/09